Securitização do Crédito

Mercado de Capitais e de Crédito se aproximam

O Brasil inicia o ano de 2020 com expectativas positivas para o aumento na oferta de crédito. Apresenta-se um cenário atrativo, com inflação baixa, queda dos juros e principalmente aumento da concorrência.

De todo o crédito ofertado no mercado brasileiro em 2019, 70.9% estavam concentrados nos cinco maiores bancos do país. Em contrapartida, um terço da população de brasileiros adultos (45 milhões) não é atendido pelo sistema bancário tradicional e não tem acesso a crédito. Este cenário aponta para a existência de um mercado inexplorado e muito concentrado em somente algumas instituições financeiras. Porém, com o incentivo do Banco Central na homologação de novos players (fintechs de crédito, bancos digitais, etc), o mercado poderá ser explorado por novos atores.

Diferentemente dos bancos tradicionais, as novas instituições financeiras de crédito necessitam de recursos adicionais ao capital próprio, para aplicação no desenvolvimento de novos produtos e serviços, despesas operacionais e principalmente para expansão das carteiras de crédito.

Uma das fontes de recurso que está se consolidando como uma opção ágil são os FIDCS – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios ou Securitização de Crédito. Com o cenário de juros mais baixos, aliado às perspectivas de melhora no cenário econômico, o Mercado de Capitais é incentivado a colocar o capital para trabalhar, despertando o interesse dos investidores e promovendo uma aproximação muito grande entre o Mercado de Capitais e o de Crédito.

Vislumbra-se então uma grande possibilidade de crescimento no mercado de securitização de crédito no Brasil, que hoje é incipiente frente ao mercado Americano, no qual o estoque de títulos comercializados representa 60% do PIB (US$ 10.62 trilhões).

Contudo, existem alguns desafios estruturais a serem enfrentados com o objetivo de dar maior transparência ao produto e obter melhor controle de riscos, podendo mencionar:

  • criação de modelos e informações mais seguras e transparentes para os investidores;
  • melhora no processo de gestão das carteiras de crédito por parte do originador/estruturador;
  • rapidez e transparência na precificação das carteiras;
  • disponibilidade de dados históricos e estruturados;
  • cálculo de variáveis de risco.

Sem dúvida, a CVM e os demais integrantes terão um papel importante a desempenhar para o crescimento e sucesso desse seguimento no Brasil.

A SK Intelligence, entendendo os desafios e apostando nas possibilidades de crescimento do mercado de capitais brasileiro, desenvolveu uma plataforma tecnológica (CRISk Financial), que apresenta indicadores de performance e indicadores de risco das carteiras de crédito, dados históricos e estruturados, apoio no processo de precificação, cálculo das variáveis de risco e, principalmente, a disponibilidade de informações detalhadas e necessárias aos investidores durante todo o tempo de vida das carteiras.

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